Bichon Frisé

(na foto Jass da Montanha – padreador Green Day Kennel)

Bichon Frisé

BICHON FRISÉ PEQUENO CÃO DE GRANDES VIRTUDES

Chamá-lo de sósia do Poodle é exagero. Mas que esse pequeno cão franco-belga conhecido por Bichon Frisé guarda lá suas similaridades com o colega mais popular não se pode negar.  E no que se refere à comparação entre ambos o Bichon conta com uma vantagem considerável. Pelo menos nos dias de hoje e sobretudo no nosso país.
É que, embora desfrute de uma posição privilegiada no ranking anual de nascimentos de todas as raças tanto no Brasil quanto em parte das principais cinofilias do globo, ele é mundialmente menos criado que o Poodle.
O que há de bom nisso? Um plantel mais bem preservado. Em outras palavras, é mais fácil adquirir um Bichon típico, seja na aparência como no temperamento, do que um Poodle típico.
Este último, como sabe bem quem acompanha a cinofilia, sofreu com a grande quantidade de acasalamentos mal planejados, decorrentes da popularidade desenfreada, e passou a apresentar um plantel repleto de exemplares com desvios de toda a natureza. O Bichon, comemoram seus admiradores, tem caminhado ao largo desse fenômeno.
Essa favorável realidade já é por si só uma boa razão para que os fãs desse gênero de cão, de porte pequeno e pelagem encaracolada, incluam o Bichon entre suas opções. Mas não é apenas por uma questão circunstancial ligada à qualidade da criação que ele vale a pena.
Há muito mais a seu favor, como o temperamento agradável e o manejo não excessivamente complicado.

(na foto Mon Bijoux Von Oliverbenn “Luca” – padreador Green Day Kennel)

PERFIL E TEMPERAMENTO DO BICHON

Com a família: Ele não foi desenvolvido para a caça, nem para o pastoreio, nem obviamente para a guarda ou tampouco para qualquer outra atividade comumente atrelada ao aprimoramento das raças caninas. A função de origem do bichon frisé foi exclusivamente a de fazer companhia ao homem.
E é sem dúvida o que ele melhor sabe fazer até os dias de hoje. Excelente cão de família, caracteriza-se pelo estilo amigável que se estende a todas as pessoas da casa.
Embora não possa ser definido como independente no que se refere à busca por afeto e atenção, não é de nos solicitar em demasia.
De vez em quando, pede, sim, um agrado ou colo, mas na maior parte do tempo contenta-se em seguir os donos e manter-se por perto.
Diferentemente da maioria das raças, nem sempre deixa clara a preferência por uma pessoa em especial

Com crianças: Quando se trata de uma gangue de pimpolhos agitados ou mesmo de apenas um que se comporte de maneira muito espevitada, o Bichon tende a se intimidar, procurando alguma distância. Já se a garotada agir com certa serenidade, o Bichon se aproxima e participa das brincadeiras. Mas se a folia desandar e as crianças optarem por atitudes desagradáveis ou estabanadas, o Bichon, no mínimo, desaparece do ambiente.
Também não é impossível que chegue a reagir com hostilidade, rosnando ou mesmo avançando.

Destrutividade: Para ser comportado, um bichon precisa de diversão, educação e companhia.
Os donos devem ser empenhar nesse sentido sobretudo na fase de crescimento do cão, oferecendo brinquedos e deixando claro o que é ou não permitido, como com qualquer outra raça.
De qualquer forma, ainda que haja exceções, os exemplares da raça não convivem bem com a solidão. Por isso, por mais bem-educados que sejam e por mais que tenham alternativas de entretenimento, não é de espantar que aprontem travessuras para protestar contra a ausência prolongada dos donos.
Moral da história: para famílias que passam longas jornadas fora de casa, o bichon pode não ser a melhor opção.

(Petit Poa Von Oliver Benn – matriz)

ROTINA DE CUIDADOS

Banhar e escovar: Raças brancas como o Bichon se sujam com certa facilidade. Sobretudo os exemplares que vivem com acesso a áreas externas, nas quais andam na grama e na terra, acabam precisando de banhos semanais para que fiquem sempre com boa aparência.
Quanto aos que moram em apartamentos ou em ambientes internos, muitas vezes podem ser banhados com freqüência menor. Já para mantê-los com a pelagem soltinha e sem nós, há duas opções mais comumente recomendadas. Uma é escová-los dia sim, dia não. A outra possibilita uma única escovação semanal, mas exige que antes dela seja borrifada na pelagem uma mistura de água morna com um produto importado para cães chamado super cream.
Trata-se de um óleo extraído do coco, sem similares nacionais, que evita a formação de nós e tem ação prolongada.
Contudo, para que aja com o efeito esperado, é preciso que o cão esteja limpo e totalmente seco.

Cortar as unhas: Não é raro que os Bichons sejam mantidos a maior parte do tempo em ambientes internos, sem acesso a pisos ásperos.
Resultado: unhas que não se desgastam naturalmente. Neste caso, é preciso cortá-las ou lixá-las aproximadamente uma vez por mês.
Se ficarem compridas, atrapalham o andar e podem até machucar as patas.
Deixe a tarefa para quem tem experiência no assunto ou informe-se sobre como fazê-la.
As unhas dos cães são vascularizadas e não é difícil atingir seus vasos, causando dor e até hemorragia.

Tosar :Há duas maneiras oficiais com as quais a pelagem da raça pode ser mantida. A primeira, recomendada pelo padrão da Federação Cinológica Internacional (FCI), mas na prática adotada sobretudo na França, consiste em aparar levemente a pelagem da região do focinho e dos pés, deixando o restante do corpo com aspecto natural. Ou seja, com pêlos crespos e atingindo comprimento máximo, que varia entre sete e dez centímetros. A outra é a tosa chamada powder puff look.
Foi inventada pelos norte-americanos, é bastante adotada no mundo todo e modifica bem a aparência original da raça.
Embora possa apresentar pequenas variações conforme o país e até conforme o tosador, caracteriza-se por aparar a pelagem da cabeça de forma a arredondá-la significativamente, por manter uma espécie de juba ao redor do pescoço e por delinear todo o corpo do cão, deixando as pernas com formato cilíndrico.
Para quem, no entanto, não tem interesse em participar de exposições de beleza nem faz questão de manter seu cão com penteados oficiais, vale tudo.
Pode-se optar por mantê-lo com a pelagem inteiramente curta, com comprimentos intermediários ou mesmo com tosas de outras raça.

(Betty of Green Day – matriz)

Padrão Oficial CBKC

APARÊNCIA GERAL: cão pequeno, alegre, jovial, de movimentação viva; focinho de comprimento médio; pelagem longa, enrolada, tipo cacheada, muito solta, semelhante à pelagem da cabra da Mongólia. Porte da cabeça alto e orgulhoso; olhos escuros vivos e expressivos.

CABEÇA: em harmonia com o corpo.

REGIÃO CRANIANA
Crânio: plano ao toque, embora pareça arredondado, devido à pelagem. O crânio é mais longo que o focinho.

Stop: pouco acentuado.

REGIÃO FACIAL
Trufa: arredondado, bem preto, de textura fina e brilhante.
Focinho: não deve ser nem muito grosso, nem pesado e tampouco pontudo. O sulco entre as arcadas superciliares é ligeiramente aparente.

Lábios: finos; bem secos, porém, menos secos do que os do Schipperke; caídos o suficiente para cobrir o lábio inferior, mas nunca pesados ou pendentes. Normalmente pigmentados de preto até as comissuras labiais. O lábio inferior não pode ser pesado, nem aparente; são firmes, ocultando a mucosa com a boca fechada.

Maxilares / Dentes: dentes normais, isto é, os incisivos do maxilar inferior devem tocar a face interna dos incisivos do maxilar superior.

Bochechas: planas e pouco musculosas.

Olhos: escuros, contorno das pálpebras o mais escuro possível, de formato mais arredondado que amendoado; de inserção frontal; espertos, tamanho médio, ocultando a esclerótica. Os olhos não são nem grandes, nem proeminentes como os do Grifo de Bruxelas e do Pequinês; a órbita não deve ser saliente e o globo ocular não deve ressaltar de maneira exagerada.

Orelhas: caídas e bem revestidas de pêlos finamente frisados e longos. São portadas, de preferência, para a frente, quando em atenção, de maneira que a borda anterior toque o crânio sem se afastar obliquamente. O comprimento da cartilagem não deve atingir a trufa como no Poodle, mas alcançar a metade do focinho. As orelhas são, aliás, bem menos largas e mais finas que as do Poodle.

PESCOÇO: bastante longo, de porte alto e orgulhoso. Redondo e fino junto ao crânio, alargando-se, gradualmente, para encaixar, harmoniosamente, nos ombros. Seu comprimento é aproximadamente 1/3 do comprimento do tronco (proporção de 11 cm para 33 cm para um exemplar de 27 cm de altura na cernelha), tomando-se como base os pontos dos ombros contra a cernelha.

TRONCO
Lombo: largo, bem musculoso e ligeiramente arqueado.
Garupa: ligeiramente arredondada.
Peito: bem desenvolvido, esterno pronunciado, as falsas costelas são arredondadas e não terminam bruscamente. Na horizontal, é bastante profundo.

Flancos: bem elevados ao ventre; pele fina e não solta, dando uma aparência esgalgada.

CAUDA: implantada um pouco mais abaixo da linha superior que a do Poodle. Normalmente a cauda é portada alta e graciosamente curvada, na linha do dorso, sem ser enrolada; não é cortada e somente a pelagem poderá cair sobre o dorso.

MEMBROS
Anteriores: vistos de frente, são retos, bem aprumados, de ossatura fina.
Ombros: bem inclinados, não proeminentes, parecendo ser do mesmo comprimento que o braço, em torno de 10 cm.
Braços: não separados do corpo.
Cotovelos: não virados para fora.
Metacarpos: vistos de frente, curtos e retos; vistos de perfil, são levemente inclinados.
Posteriores: a pélvis é larga.
Coxas: largas e bem musculosas; bem oblíquas.
Jarretes: em comparação com os do Poodle, são mais angulados.
Patas: tendinosas. Unhas, de preferência, pretas; entretanto, é um ideal difícil de se atingir.

PELE: a pigmentação debaixo dos pêlos brancos é, preferivelmente, escura. Os órgãos sexuais também são pigmentados em preto, azulado ou bege.

PELAGEM
Pêlos: finos, sedosos, bem soltos, encaracolados; semelhantes aos da cabra da Mongólia. Não são nem lisos, nem encordoados; com o comprimento variando entre 7 e 10 cm.

TOSA: pode apresentar-se com as patas e o focinho ligeiramente aparados.

COR: branco puro.

TAMANHO: a altura máxima na cernelha não deve ultrapassar 30 cm. O tamanho é elemento de valorização a favor dos exemplares menores.

FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

• ligeiro prognatismo superior ou inferior;
• pêlo: liso, ondulado, encordoado, muito curto;
• pigmentação invadindo a pelagem, formando manchas rosadas.

DESQUALIFICAÇÕES
• trufa rosa;
• lábios cor de carne;
• prognatismo superior ou inferior tão desenvolvido que impede o contato dos incisivos;
• olhos claros;
• cauda enrolada ou torcida em hélice;
• manchas pretas na pelagem.

NOTAS:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

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